Desenvolvimento direto e indireto

Sai ao pai ou à mãe?







Discussões destas não existem no mundo dos animais irracionais. No entanto, caso acontecessem, com certeza esta mãe ursa ficaria toda vaidosa com o seu belo pequenote tão parecido com ela...

Mas, será que esta rela poderia dizer o mesmo do seu filhote?



Impossível! Não há nenhuma parecença.


Esta brincadeira serve para ilustrar dois tipos diferentes de desenvolvimento no reino dos animais após o nascimento de novos seres:

a) Desenvolvimento direto - os filhos nascem semelhantes aos pais, embora com um tamanho menor. É o caso dos mamíferos, como o urso-polar ilustrado na imagem anterior, das aves e de muitos outros animais teus conhecidos.

b) Desenvolvimento indireto - os filhos nascem com formas diferentes das dos seus pais. Ao longo da vida vão sofrendo transformações - METAMORFOSES - até chegarem à forma adulta.
Têm desenvolvimento indireto animais como a rã, a rela, o sapo, a libélula ou as borboletas.



O vídeo seguinte demonstra as metamorfoses de uma borboleta, um segredo fantástico que te é aqui revelado...

Testa os teus conhecimentos...



Chegou a hora dos exercícios...

Teste 1
Teste 2
Teste 3 (Atenção! Neste jogo há um erro: a salamandra aparece como ovíparo, na verdade é ovovivíparo!)

Comportamento dos animais na época da reprodução

Casal de pavões
A época de reprodução é a altura do ano em que os animais acasalam. Mas para acasalarem têm que se encontrar e reconhecer como macho e fêmea da mesma espécie. Como podes imaginar os animais não usam telemóveis, nem facebook...
Como fazem então para comunicar entre si?


Dependendo das espécies, os animais usam diferentes sinais que podem ser...
Sinais sonoros (Ex: sapo, o cuco, o melro-preto)
Sinais olfativos ( Ex: insetos, a maioria dos mamíferos)
Sinais visuais ( Ex: pavão, avestruz, cegonha)

Depois de se encontrarem, existe por vezes a oferta de presentes, bailados, carícias e combates entre machos rivais. A todo este conjunto de comportamentos que ocorrem antes, durante e após o acasalamento, chamamos Paradas Nupciais.

Os próximos vídeos ilustram diferentes comportamentos de espécies animais na época da reprodução:

a) Canto do pisco-de-peito-ruivo aqui

b) Acasalamento de aranhas-de-jardim. Repara que nesta espécie há um dimorfismo sexual muito acentuado. O macho é muito pequenote em relação à fêmea, têm que ter o máximo cuidado para não se tornar a sua refeição! Aqui

c) Parada nupcial do Albatroz. O vídeo é falado em inglês, não faz mal. Concentra-te nas imagens. Aqui

d) Parada nupcial de algumas das espécies de aves-do-paraíso. Fantástico o que os machos têm que fazer para conquistar as fêmeas! Aqui e aqui .

Dimorfismo sexual

As duas imagens seguintes representam respetivamente um casal de leões e um casal de guinchos-comuns (ave marinha vulgar em Portugal). Observa-as com atenção:




Será fácil distinguir nas imagens os machos das fêmeas? A resposta é SIM, no caso dos leões, e NÃO no caso das aves. Leão e leoa identificam-se imediatamente pela presença ou ausência de juba. Quanto aos guinchos comuns... não existem diferenças!
Dizemos que existe DIMORFISMO SEXUAL numa espécie quando conseguimos distinguir o macho da fêmea pelo seu aspeto.
Repara: a palavra dimorfismo significa duas formas (di + morfismo) (duas + formas) uma para o macho e outra diferente para a fêmea.
Daqui podemos concluir que nos leões existe dimorfismo sexual mas nos guinchos já não existe!

Desenvolvimento embrionário

Vimos já que da fecundação (união de um espermatozoide com um óvulo) resulta um ovo, ou seja, o início da formação de um ser vivo. À fase inicial de desenvolvimento do novo ser vivo chamamos embrião.

Dependendo das espécies, o embrião pode desenvolver-se dentro ou fora do corpo materno. Então é assim...

VIVÍPAROS - são os animais cujos embriões se desenvolvem dentro do corpo materno e são alimentados à custa de uma parte dos alimentos consumidos pela própria mãe através do cordão umbilical.Quase todos os mamíferos são animais vivíparos. Nestes animais os filhos nascem diretamente das mães quando estão já suficientemente desenvolvidos.


Gata grávida prestes a ser mãe



No vídeo seguinte podes observar uma cadela a dar à luz os seus filhotes. Ora vê:



OVÍPAROS - animais cujo embrião se desenvolve fora do corpo da mãe e se alimenta de substâncias nutritivas existentes dentro do ovo (o qual é protegido por uma casca).
As aves, a maioria dos peixes, as rãs e os sapos, são exemplos de animais ovíparos. Também muitas serpentes são ovíparas, elas põem ovos em vez de dar à luz as suas crias. É precisamente isto que podes ver de seguida:



Além dos VIVÍPAROS e dos OVÍPAROS existem ainda os animais OVOVIVÍPAROS. Nestes, como na víbora ou nas salamandras, os embriões desenvolvem-se dentro do corpo das mães (como no caso dos animais vivíparos) e alimentam-se de substâncias contidas no ovo (como nos ovíparos).

Fecundação

Muito bem, sabemos que na reprodução sexuada é necessário que ocorra o acasalamento entre um macho e uma fêmea da mesma espécie. Mas como é que se formam os filhos?
Para que isso aconteça é necessário que um espermatozoide (célula sexual masculina) e um óvulo (célula sexual feminina) se unam para darem origem a um ovo (zigoto). Este, vai-se desenvolvendo, transformando-se num embrião, e mais tarde no novo ser!


Espermatozoides aproximando-se de um óvulo



Portanto, toma nota:

A união de um espermatozoide com um óvulo chama-se FECUNDAÇÃO. Esta dá origem a um ovo (zigoto) o qual mais tarde transformar-se-á no novo ser.
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A fecundação pode ser...
- Interna, se o espermatozoide e o óvulo se encontram dentro do corpo da fêmea;
- Externa, caso o espermatozoide e o óvulo originem um ovo no exterior (fora) do corpo da fêmea.

Vejamos agora exemplos ilustrativos:

Fecundação interna:

Enquanto os gatos acasalam, o macho introduz os espermatozoides no corpo da fêmea. É dentro do seu corpo que um dos espermatozoides se vai unir a um óvulo.


Fecundação externa:
Nesta imagem observamos dois ouriços-do-mar a acasalar. O macho liberta espermatozoides para a água ao mesmo tempo que a fêmea liberta os seus óvulos. A fecundação acontece na água (fora do corpo da fêmea).

Reprodução dos animais

Já pensaste o que aconteceria se, por qualquer razão, os seres vivos deixassem de se reproduzir?
A resposta é simples: acabava a vida no planeta!

Pois bem, é sobre este assunto que vamos falar nos próximos tempos: os mecanismos da reprodução ao nível dos animais os quais permitem que estes originem novos seres semelhantes a si próprios assegurando-se deste modo a continuação da vida na Terra.


Raposa amamentando os seus filhotes


Há dois tipos de reprodução:

a) Assexuada (não sexuada) - Um único ser vivo dá origem a novos seres vivos. Neste processo não ocorrem acasalamentos.

Queres ver um exemplo de uma hidra a reproduzir-se assexuadamente? Então entra aqui (no final, clica na seta no canto superior esquerdo do teu ecrã para voltares ao blogue).

b) Sexuada - Para se formarem novos seres, os filhos, é necessário que ocorra o acasalamento entre um macho e uma fêmea da mesma espécie.

Observa agora aqui o acasalamento entre duas borboletas (depois regressa ao blogue).